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sexta-feira, 28 de março de 2014

Senadores de Rondônia se recusaram assinar pedido de CPI da Petrobras que vai investigar rombo de 2,2 bilhões

Na quarta-feira à noite, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) anunciou da tribuna que a Oposição havia reunido mais do que as 27 assinaturas necessárias para requerer a instalação da CPI da Petrobras, que funcionará no Senado. Enquanto isso, na Câmara, os deputados de Oposição buscam reunir um mínimo de 171 assinaturas para reunir com os apoios do Senado e instalar uma CPMI, Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, unindo as duas casas. Informações circulam que as assinaturas já foram colhidas. É importante, agora, focar na sustentação das assinaturas dos senadores da base, que serão pressionados a voltar atrás. Abaixo, os nomes dos senadores que apoiaram a criação da CPI no Senado.

Nenhum senador de Rondônia assinou o pedido, veja lista;

OPOSIÇÃO

1 - Aécio Neves (PSDB-MG)
2 - Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
3 - Ruben Figueiró (PSDB-MS)
4 - Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
5 - Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
6 - Jayme Campos (DEM-MT)
7 - Álvaro Dias (PSDB-PR)
8 - Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
9 - Mário Couto (PSDB-PA)
10 - Agripino Maia (DEM-RN)
11 - Cyro Miranda (PSDB-GO)
12 - Cícero Lucena (PSDB-PB)
13 - Lúcia Vania (PSDB-GO)
14 - Aloysio Nunes (PSDB-SP)
15 - Paulo Bauer (PSDB-SC)
16 - Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
17 - Vicentinho Alves (SDD-TO)
18 - João Capiberibe (PSB-AP)
19 - Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
20 - Lídice da Mata (PSB-BA)

INDEPENDENTES
21 - Pedro Simon (PMDB-RS)
22 - Ana Amélia (PP-RS)
23 - Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
24 - Pedro Taques (PDT-MT)
25 - Cristovam Buarque (PDT-DF)

BASE
26 - Sérgio Petecão (PSD-AC)
27 - Eduardo Amorim (PSC-SE)
28 - Clésio Andrade (PMDB-MG)

OPOSIÇÃO (estava fora, mas assinou)

29 - Wilder Morais (DEM-GO)


Entenda a participação de Dilma no escândalo da Petrobras

Uma refinaria belga, a Astra Oil, comprou um campo de petróleo em Pasadena, no condado de Los Angeles, na Califórnia (EUA), por US$42,5 milhões. Menos de um ano depois, a Petrobras comprou metade desse campo por mais de US$ 300 milhões.

No contrato, porém, havia uma cláusula que obrigava a compra da outra metade, se houvesse desentendimento, ou qualquer problema de gestão, ou de mercado entre Petrobras e Astra Oil.

Foi o que aconteceu. A empresa brasileira não quis cumprir a cláusula, mas, depois de anos de ações judiciais, foi obrigada a fazê-lo por um valor reajustado.

Assim, uma empresa que valia US$ 42,5 milhões foi comprada por por mais de US$ 1 bilhão, ou seja um superfaturamento de 2,2 bilhões de reais. Descobriu-se então que presidente Dilma, presidente do Conselho Administrativo da Petrobrás à época, assinou o polêmico contrato. Ela alega, porém, que desconhecia os detalhes negativos do mesmo, tendo sido ludibriada.

Para o comentarista político Merval Pereira, presidente de Conselho não pode assinar sem analisar todos os documentos. “Desculpa de Dilma não se aplica sobre caso da compra de refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, além do mais pois, segundo relatos, os documentos foram colocados à disposição dos conselheiros.

Assim como ela, todos os membros do Conselho da Petrobrás são responsáveis pelo estranho negócio, que se transformou em um escândalo que deu prejuízo de mais de U$ 1 bilhão”, disse Merval em sua participação na rádio CBN. Já Joseval Peixoto, comentarista da Jovem Pan, a questão a ser respondida é se houve houve crime ou péssima gestão da empresa. 
 
Fonte: Rondoniavip