As atividades do Comitê de Integração Fronteiriça Guajará e
Guayaramerin, na visão do governador Confúcio Moura, tem tudo para ser
um sucesso. Ele participou da abertura do evento do lado boliviano
nesta quarta-feira e disse ter ficado muito satisfeito com o interesse
das autoridades daquele país. Confúcio Moura também manteve um encontro
com o governador do Beni, Carmelo Lenz, para tratar de assuntos
pertinentes à efetivação de um acordo bilateral.
A construção da ponte binacional ligando as co-irmãs Guajará Mirim e Guayaramerim é dada como certa pelos governantes, baseados especialmente no compromisso da presidente Dilma Rousseff, destacou o Governador rondoniense. Segundo ele, a ponte é um compromisso do ex-presidente Lula, que Dilma assumiu. “Quanto à ponte, eu não tenho dúvidas”. Mas as questões básicas das discussões ficaram sendo mesmo as necessidades das populações da fronteira de ambos os lados, como saúde, educação e questões sociais.
Para o prefeito de Guayaramerim, Alexander Gusman Maldonado, que oficialmente abriu a primeira reunião do Comitê de Integração, são oito anos de discussões de um acordo, que não tem levado em consideração a necessidade das populações e seus problemas comuns, como a saúde, por exemplo. E que por isso precisa ser solucionado de uma vez por todas. Ele acredita que a partir deste novo momento, com o empenho dos dois governos, todos estão prontos para finalizar as idéias, elaborando leis e decretos, que se bem aplicados, vão melhorar a vida de todos. “São incentivos para os empresários, melhoramento no fornecimento de energia” entre outros benefícios.
O governador Confúcio Moura chegou com pelo menos duas propostas:
no setor de saúde ele anunciou que em março o barco hospital do governo
de Rondônia deverá iniciar atendimento na região do Vale do Guaporé,
chegando até Guajará Mirim e que o mesmo poderá ter mão de obra
brasileira e boliviana se revezando, com a responsabilidade de
remuneração pelo governo brasileiro e estendendo o atendimento aos
moradores dos dois países. Isso porque os moradores dos dois lados estão
desassistidos. Oferecendo não só saúde, mas cidadania e justiça,
através de serviços prestados pelo Shopping Cidadão. Ele propôs também
que, através de um acordo, o governo brasileiro contrate professores
bolivianos para lecionarem espanhol nas escolas da rede pública.
Confúcio destacou que há empresários brasileiros interessados em fazer estudos e prospecções para a construção de usinas hidrelétricas na Bolívia e que depende apenas da autorização do governo boliviano “Para nós, em Rondônia, a construção das usinas é muito importante,porque com a binacional poderemos produzir cerca de oito por cento da energia do Brasil , empregos e royalties”.
SAL
A aquisição de sal mineral é outra oportunidade que está se abrindo para aquecer os negócios entre os dois países. Uma equipe de parlamentares e servidores da Assembléia Legislativa, liderados pelo deputado José Lebrão e que participou do encontro em Guayaramerin, esteve com várias autoridades do Beni, Estado boliviano, para concretizar um pacto para que uma balsa possa operar fazendo o transporte entre os dois países na região de Costa Marques, a partir do distrito do Real Forte Príncipe da Beira e detectou que o sal produzido pela Salina de Potosi. O custo do sal importado da Bolívia seria menor em comparação com o valor de mercado do produto adquirido no Nordeste brasileiro. Segundo o deputado, uma mostra foi encaminhada para análise no Brasil para avaliação das propriedades e, se comprovada a superioridade, o sal que alimenta o rebanho bovino rondoniense poderá vir da Bolívia.
Confúcio destacou que há empresários brasileiros interessados em fazer estudos e prospecções para a construção de usinas hidrelétricas na Bolívia e que depende apenas da autorização do governo boliviano “Para nós, em Rondônia, a construção das usinas é muito importante,porque com a binacional poderemos produzir cerca de oito por cento da energia do Brasil , empregos e royalties”.
SAL
A aquisição de sal mineral é outra oportunidade que está se abrindo para aquecer os negócios entre os dois países. Uma equipe de parlamentares e servidores da Assembléia Legislativa, liderados pelo deputado José Lebrão e que participou do encontro em Guayaramerin, esteve com várias autoridades do Beni, Estado boliviano, para concretizar um pacto para que uma balsa possa operar fazendo o transporte entre os dois países na região de Costa Marques, a partir do distrito do Real Forte Príncipe da Beira e detectou que o sal produzido pela Salina de Potosi. O custo do sal importado da Bolívia seria menor em comparação com o valor de mercado do produto adquirido no Nordeste brasileiro. Segundo o deputado, uma mostra foi encaminhada para análise no Brasil para avaliação das propriedades e, se comprovada a superioridade, o sal que alimenta o rebanho bovino rondoniense poderá vir da Bolívia.
Uma nova reunião deverá acontecer entre os governantes do Beni
e de Rondônia em dezembro. Secretários de Estado das duas unidades
vão manter discussões para apresentarem propostas concretas já no
próximo encontro. Para o governador do Beni, Carmelo Lenz e para
Confúcio Moura, o encontro foi muito positivo e ambos saíram
satisfeitos e otimistas, crendo que logo os dois Estados estarão
desenvolvendo uma série de atividades em conjunto, visando
especialmente melhorar a vida dos moradores das duas fronteiras.
Acompanharam o governador em visita à reunião de fronteira, a deputada federal Marinha Raupp (PMDB); o Capitão de Mar e Guerra (AC-RO-AM-RR), César Machado; deputado estadual José Eurípedes Clemente (Lebrão); o secretário-chefe da Casa Civil, Marco Antonio de Faria, a secretária regional de Guajará-Mirim, Suzana Curi e o prefeito de Guajará, Dúlcio Mendes.
Acompanharam o governador em visita à reunião de fronteira, a deputada federal Marinha Raupp (PMDB); o Capitão de Mar e Guerra (AC-RO-AM-RR), César Machado; deputado estadual José Eurípedes Clemente (Lebrão); o secretário-chefe da Casa Civil, Marco Antonio de Faria, a secretária regional de Guajará-Mirim, Suzana Curi e o prefeito de Guajará, Dúlcio Mendes.
Fonte: Decom