Foragido da justiça desde o início de junho
deste ano, o empresário e ex-senador Mário Calixto Filho foi detido na
tarde desta quarta-feira na cidade de Guayará Merin, na Bolívia.
Mesmo foragido, Mário Calixto, dono do jornal O Estadão do Norte,
compareceu a um encontro binacional entre autoridades brasileiras e
bolivianas.
Condenado pela Justiça Federal em um entre tantos outros processos a
que responde por crimes diversos, o empresário fugiu , em junho, do
Hospital Prontocor, do seu amigo médico José Augusto, onde estava
“cumprindo a pena”.
A fuga ocorreu quando Mário Calixto soube que seria transferido para o presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, após passar por um período no presídio federal de Porto Velho até que a unidade prisional naquele estado estivesse em condições de recebê-lo.
Ele havia sido condenado por crimes revelados durante a Operação
Titanic, da Polícia Federal, que investigou uma máfia de contrabandistas
capixabas.
Para permanecer no hospital do amigo, Mário Calixto dizia estar
doente, mas perícia médica feita por ordem da justiça não constatou nele
nenhum problema de saúde.
O empresário não tinha nenhuma escolta, apesar do Ministério Público
Estadual considerá-lo “um elemento de alta periculosidade”, a ponto de
requerer sua transferência para o presídio federal.
Nesta quarta, policiais bolivianos prenderam Mário Calixto quando, segundo o delegado da Polícia Federal Brasileira, Júlio Mitsuo Fujiki, o empresário foi até o local onde estava sendo realizado o encontro para falar com deputados rondonienses.
Nesta quarta, policiais bolivianos prenderam Mário Calixto quando, segundo o delegado da Polícia Federal Brasileira, Júlio Mitsuo Fujiki, o empresário foi até o local onde estava sendo realizado o encontro para falar com deputados rondonienses.
O delegado estava no encontro e percebeu a presença do foragido. A polícia boliviana foi avisada e prendeu Mário Calixto, que saiu algemado do local.
Até a noite desta quarta o dono do jornal O estadão do Norte
permanecia recolhido na cadeia de Guayara, que fica na fronteira do
Brasil com a Bolívia, próxima a cidade brasileira de Guajará Mirim.
REFUGIADO POLÍTICO Ao ser preso, Mário Calixto
apresentou cópia de um documento onde consta que ele seria refugiado
político na Bolívia. O documento foi obtido em setembro deste ano, cerca
de dois meses após sua fuga de Porto velho. Como se tratava de uma
cópia, a polícia não sabe se os papéis são verdadeiros, uma vez que o
empresário já utilizou documentos falsos, inclusive sendo condenado por
isso.
Se o documento apresentado por Calixto for verdadeiro,ela não poderá permanecer preso.
Se o documento apresentado por Calixto for verdadeiro,ela não poderá permanecer preso.
Fonte: Tudo Rondônia
