Com um gol do peruano
Paolo Guerrero aos 24 minutos do segundo tempo, o campeão sul-americano
Corinthians derrotou o inglês Chelsea e conquistou o Mundial de Clubes
neste domingo.
O Chelsea, que sofria pressão para garantir o torneio depois de se
tornar o primeiro detentor do título da Liga dos Campeões a ser
eliminado na fase de grupos, perdeu uma série de chances de vencer a
final.
"É uma sensação incrível", disse Guerrero, cujo gol desencadeou uma
comemoração intensa entre os mais de 15 mil brasileiros que viajaram
para o Japão e se misturaram à plateia de 68 mil espectadores.
"Vencer diante de tantos torcedores corinthianos que vieram até aqui é
tremendo, inacreditável". Gary Cahill, expulso no último minuto,
Fernando Torres e Victor Moses foram contidos pelas defesas brilhantes
do goleiro Cássio, vencedor da Bola de Ouro, em uma partida dominada boa
parte do tempo pelo time inglês. O Corinthians, que se sagrou campeão do mundo pela primeira vez em
2000, pegou o Chelsea de surpresa quando o atacante Guerrero aproveitou
um chute de Danilo desviado para o alto pela chuteira de Cahill e
cabeceou na cara do gol.
"Saímos com uma sensação ruim depois de criar chances suficientes
para pelo menos empatar o jogo", declarou o capitão do Chelsea, Frank
Lampard. "É uma grande decepção vir até aqui e não vencer".
"Sabíamos que seria um jogo duro e sabíamos o que eles iriam
mostrar", acrescentou Lampard, em sua primeira atuação desde que se
recuperou de uma contusão.
"Agora temos que voltar e vencer uma sequência de partidas para nos
manter na luta no Campeonato Inglês e seguir em cada competição. Temos
que fazer isso".
Clubes europeus foram campeões nos cinco últimos Mundiais, e Rafael
Benítez, técnico interino do Chelsea, levou o troféu com a Inter de
Milão em 2010 e um vice-campeonato com o Liverpool em 2005.
O espanhol, uma escolha impopular entre os torcedores do Chelsea após
a demissão de Roberto Di Matteo no mês passado, pode ser hostilizado no
retorno para casa depois do fracasso de sua equipe no Japão.
Fonte: Terra/Por Alastair Himmer YOKOHAMA, Japão (Reuters)
