Passamos pelo ciclo da Borracha I e II, que levou ao ciclo da
construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), com grandes
investimentos, do capital estrangeiro, tanto de verba, quanto da mão de
obra.
De “CICLOS”, assim desenvolveu a Rondônia
de “Rondon”, o maior dos desbravadores, depois do bandeirante “Raposo
Tavares” que desceu o Rio Madeira anunciando o começo de uma era e de
uma região que seria dotada por ciclos.
Com á falência dos negócios embalados pela
plantação da “hevea brasiliensis”, na Malásia, veio o ciclo
populacional, pessoas atraídas pela sorte de ganhar a vida,
transformando o Estado num pequeno Brasil cultural. Logo após, o ciclo
do Ouro, com exploração, no Rio Madeira. Décadas depois é anunciado um
dos piores pesadelos que Rondônia poderia imaginar, a construção das USINAS HIDRELÉTRICAS DE SANTO ANTÔNIO E JIRAU, NO RIO MADEIRA por empresas meramente estrangeiras, com propaganda brasileira.
Aos poucos com disseminação das notícias
jogada pela “imprensa” em conluio com os grandes empresários da mídia
local, políticos bandeirinhas, membros da sociedade, com o apoio de uns
pobres coitados sem informação, miseráveis, sedentos por um tatinho
assim de comida.
Puseram florestas inteiras no raio de 50
km abaixo, deixando rios e igarapés sem o que exige o Código Florestal,
uma área de reflorestamento. O que se ve hoje são os mesmo rios e
igarapés tomados pela força da invasão das águas do Rio Madeira. Mas o
pior estava por vir, a consequência de um MAL PLANEJAMENTO DOS
ENGENHEIROS DE SANTO ANTONIO E JIRAU levou a algo pior, e catastrófico
para os Estados de RONDÔNIA E ACRE, em especial a capital PORTO VELHO.
O fechamento do curso natural do RIO
MADEIRA levou a barricadas, minando a força e volume de água que desce
aos milhares de litros por segundo.
A desolação hoje é um cenário onde quer se
vá na capital Porto Velho, ruas, prédios históricos, como a FERROVIA
MADEIRA MAMORÉ submersa pelas águas. A floresta Amazônica consumida,
sendo destruída como ocorrido na época da construção do LAGO DE SAMUEL,
outra hidrelétrica sem planejamento devido. Animais da fauna morrendo
afogados, um prejuízo ambiental que nunca foi visto antes na história
nortista.
AS HIDRELÉTRICAS DE SANTO ANTÔNIO E JIRAU NO RIO MADEIRA MARCAM O FIM DA ERA DOS “CICLOS” EM RONDÔNIA, O FIM DO DESENVOLVIMENTO, O FIM DE UM POVO QUE NÃO SABE A QUEM BUSCAR SOCORRO.
Fonte: Newsrondonia
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