A Coordenação Estadual da Defesa Civil esclareceu nesta quinta-feira
(13) que não tem fundamento a notícia de que todos os moradores do
distrito de Abunã serão transferidos para Porto Velho em decorrência da
enchente do Rio Madeira. Segundo o oficial de comunicação do Corpo de
Bombeiros, tenente coronel Demargli Farias, o que há de verdadeiro são
estudos feitos para alojar os moradores que eventualmente sejam
atingidos pela inundação. “Mas as famílias só serão removidas de suas
casas se houver necessidade e serão mantidas em áreas seguras da própria
região em que vivem”, destacou o oficial.
A Defesa Civil Estadual contabiliza até o momento 2.478 famílias
atingidas diretamente pela enchente em Porto Velho, que são as que
tiveram suas moradias inundadas e precisaram ser alojadas em outros
locais. Destas, 800 famílias estão em abrigos providenciados pela Defesa
Civil. As demais, ou procuraram locais mais seguros para morar, mas em
suas próprias comunidades, ou nas casas de amigos ou familiares. Estes
números equivalem a pouco mais de 12.300 pessoas.
A assistência às famílias que estão em abrigos providenciados pela
Defesa Civil é prestada por 162 pessoas do Corpo de Bombeiros, Exército,
Defesa Civil, secretarias municipais de educação e administração,
bombeiros civis e voluntários, que se revezam em turnos regulares, ou de
acordo com a demanda.
Nas localidades do baixo rio Madeira, 596 famílias estão afetadas
diretamente pela enchente por um efetivo de 154 pessoas, que utilizam
principalmente lanchas nos deslocamentos. Segundo balanço da Defesa
Civil Estadual, todas as demandas são atendidas conforme apresentadas,
sobretudo no que se refere à alimentação, serviços médicos e alimentação.
BR 364
Na região definida como Eixo da BR 364, que inclui os distritos de
Jacy-Paraná, Abunã e Fortaleza do Abunã, há 60 famílias em abrigos
oficiais e 143 que se mudaram para casas de parentes ou amigos durante a
enchente.
No município de Nova Mamoré 56 famílias foram removidas de suas casas
por homens do Exército. Apenas 15 foram para abrigos públicos. Há 100
pessoas, oriundas do Corpo de Bombeiros, Exército e Prefeitura Municipal
atuando no socorro e assistências a estas pessoas com cestas básicas,
água potável, medicamentos e material de higiene.
Guajará-Mirim
No município de Guajará-Mirim não há registros de famílias
desabrigadas ou desalojadas, mas 50 residências foram danificadas pela
ação das águas. Em razão da queda de operações no porto local, 150
estivadores estão sem trabalho. A assistência é feita por uma equipe de
96 pessoas, entre as quais estão bombeiros, militares do Exército,
secretarias municipais e voluntários.
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Ésio Mendes e Marcos Freire
Fotos: Ésio Mendes e Marcos Freire
Fonte: DECOM
