A Defesa Civil de Guajará-Mirim (RO), a cerca de 300 quilômetros de
Porto Velho, avalia como preocupante a situação da água potável no
município. Em virtude dos alagamentos, fossas transbordam e podem estar
causando a contaminação de poços artesianos e do lençol freático. Além
disso, o órgão julga a possibilidade de retirar moradores de áreas
indígenas, pois a energia elétrica em algumas aldeias é via motor a
combustível, produto escasso no município. No entanto, a Defesa Civil
pede cautela para a população e afirma que ‘nada está fora de controle’.
Francisco Sanchez Mendonça, representante da Defesa Civil em Guajará,
explica que o nível do Rio Mamoré, que passa pela cidade, está dentro
da normalidade, e que as chuvas têm afetado mais as regiões abaixo de
Guajará-Mirim, como Nova Mamoré, Vila Murtinho e Araras. Porém, a
questão da qualidade água potável tem gerado preocupação.
“Existe a possibilidade de contaminação da água. Há áreas alagadas
desde o Bairro Triângulo até o Matadouro. A água não chegou às casas,
mas está nos quintais, onde ficam as fossas. Além do mais, muitas casas e
empresas jogam seus dejetos no rio. A informação que temos é que não há
tratamento com cloro nas águas da região”, destacou.
Procurada pelo G1, a gerente comercial da Companhia
de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), Creuzelina Ângela Ribeiro,
informa que não há motivo para apreensão. “Nossa água é tratada com
cloro, sim, e segue todos os padrões exigidos pela Saúde”, afirma.
Sanchez pede cautela à população e sugere alguns cuidados, como
viajar somente em extrema necessidade. “Também não é preciso comprar
muita coisa e desabastecer a cidade, pois isso pode afetar mais a
situação e piorar”, recomenda.
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Guajará-Mirim, Nova Mamoré e um distrito da região estão ilhados. As cidades são um dos principais acessos para a Bolívia. O nível do Rio Araras, que deságua no Rio Madeira, também subiu consideravelmente, e causou a inundação de vários trechos da BR-425 e da ponte histórica da Estrada de Ferro, próximo a Nova Mamoré, o que impossibilita o tráfego. Nenhum veículo passa pelo local; as tábuas estão flutuando e os dormentes, soltos. Guajará-Mirim está em estado de emergência.
Guajará-Mirim, Nova Mamoré e um distrito da região estão ilhados. As cidades são um dos principais acessos para a Bolívia. O nível do Rio Araras, que deságua no Rio Madeira, também subiu consideravelmente, e causou a inundação de vários trechos da BR-425 e da ponte histórica da Estrada de Ferro, próximo a Nova Mamoré, o que impossibilita o tráfego. Nenhum veículo passa pelo local; as tábuas estão flutuando e os dormentes, soltos. Guajará-Mirim está em estado de emergência.
Fonte: G1 Rondônia
Fotos: Facebook

