A pavimentação asfáltica executada pelo DER-RO em ruas e avenidas de Guajará-Mirim, há tempo vem sendo motivo de denúncias do servidor
(licenciado) do DER Nélio Dias Rezende. Ele protocolou no último dia 13
denúncias sobre a situação dos trabalhos realizados em Guajará exigindo
explicações.
O documento com várias laudas pede informações ao diretor geral do
DER/Deosp Lúcio Mosquini, sobre a usina de asfalto de Guajará-Mirim, os
trabalhos de pavimentação asfáltica urbana, entre outras. Nélio quer saber quanto foi gasto com óleo diesel, gasolina, graxa, óleo lubrificante e hidráulico, pneus, etc.
Segundo Nélio, há suspeita de desvio de combustível durante os
trabalhos de pavimentação de várias ruas da cidade. “Temos várias
denúncias de desvios, inclusive de redução na espessura do asfalto para
poder asfaltar mais ruas a pedido de políticos comprometendo a
qualidade”, disse o servidor.
Outra denúncia de Nélio é sobre o destino das sobras das obras em
Guajará-Mirim. “Para onde foi o material que sobrou? Quantos quilômetros
de asfalto foram executados e quais as ruas e logradouros que foram
asfaltados”, cobrou Nélio.
No documento entregue no DER/Deosp Nélio questiona sobre quem fez os
trabalhos de meio-fio e os endereços onde foram executadas as obras e
qual a forma utilizada na composição (1×1, 2×1, 3×1). Nélio argumentou
que pretende saber quem realizou o serviço e quanto foi pago por ele.
Os servidores do DER que trabalharam em Guajará passaram por dificuldades, garante o servidor. Em várias oportunidades
faltou alimentação e o grupo teve que fazer “vaquinha” para poder
comer, além de sofrer constrangimentos, com o dono da pousada onde
ficavam ameaçando os servidores de despejo.
O cartão corporativo usado para abastecimento, segundo denúncia de
Nélio, foi utilizado várias vezes sendo trocvado por dinheiro. “Queremos
saber quais foram as providências do diretores do DER e quais as
sindicâncias que foram abertas para checar nossas denúncias”, cobrou.
Outra denúncia grave é contra uma pessoa
chamada Manoel Roleiro, que tomava conta do parque de máquinas de
Prefeitura de Guajará. No mesmo local ficavam as máquinas do DER, que
nos finais de semana, quando os servidores vinham para Porto Velho, eram
utilizadas para serviços do município.
Outra denuncia grave de Nélio a respeito do parque de máquinas do
DER, que ficava no pátio da prefeitura nos finais de semana. “Quando os
motoristas e operadores retornavam da capital os tanques de combustíveis
das máquinas pesadas e dos caminhões, que estavam cheios, eram
encontrados vazios”, lamentou o servidor.
O responsável pela 13ª Residência do DER (Porto Velho) José Soares de
Carvalho, conhecido como Zezinho e o diretor Mosquini foram avisados da
irregularidade, “mas não tomaram providências”, enfatizou Nélio que
espera resposta sobre o documento que protocolou na última semana no
DER/Deosp.
Fonte: Rondônia Dinâmica.