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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Denúncias de irregularidades na pavimentação em Guajará-Mirim

A pavimentação asfáltica executada pelo DER-RO em ruas e avenidas de Guajará-Mirim, há tempo vem sendo motivo de denúncias do servidor (licenciado) do DER Nélio Dias Rezende. Ele protocolou no último dia 13 denúncias sobre a situação dos trabalhos realizados em Guajará exigindo explicações.


O documento com várias laudas pede informações ao diretor geral do DER/Deosp Lúcio Mosquini, sobre a usina de asfalto de Guajará-Mirim, os trabalhos de pavimentação asfáltica urbana, entre outras. Nélio quer saber quanto foi gasto com óleo diesel, gasolina, graxa, óleo lubrificante e hidráulico, pneus, etc.

Segundo Nélio, há suspeita de desvio de combustível durante os trabalhos de pavimentação de várias ruas da cidade. “Temos várias denúncias de desvios, inclusive de redução na espessura do asfalto para poder asfaltar mais ruas a pedido de políticos comprometendo a qualidade”, disse o servidor.

Outra denúncia de Nélio é sobre o destino das sobras das obras em Guajará-Mirim. “Para onde foi o material que sobrou? Quantos quilômetros de asfalto foram executados e quais as ruas e logradouros que foram asfaltados”, cobrou Nélio.

No documento entregue no DER/Deosp Nélio questiona sobre quem fez os trabalhos de meio-fio e os endereços onde foram executadas as obras e qual a forma utilizada na composição (1×1, 2×1, 3×1). Nélio argumentou que pretende saber quem realizou o serviço e quanto foi pago por ele.

Os servidores do DER que trabalharam em Guajará passaram por dificuldades, garante o servidor. Em várias oportunidades faltou alimentação e o grupo teve que fazer “vaquinha” para poder comer, além de sofrer constrangimentos, com o dono da pousada onde ficavam ameaçando os servidores de despejo.
O cartão corporativo usado para abastecimento, segundo denúncia de Nélio, foi utilizado várias vezes sendo trocvado por dinheiro. “Queremos saber quais foram as providências do diretores do DER e quais as sindicâncias que foram abertas para checar nossas denúncias”, cobrou.

Outra denúncia grave é contra uma pessoa chamada Manoel Roleiro, que tomava conta do parque de máquinas de Prefeitura de Guajará. No mesmo local ficavam as máquinas do DER, que nos finais de semana, quando os servidores vinham para Porto Velho, eram utilizadas para serviços do município.

Outra denuncia grave de Nélio a respeito do parque de máquinas do DER, que ficava no pátio da prefeitura nos finais de semana. “Quando os motoristas e operadores retornavam da capital os tanques de combustíveis das máquinas pesadas e dos caminhões, que estavam cheios, eram encontrados vazios”, lamentou o servidor.

O responsável pela 13ª Residência do DER (Porto Velho) José Soares de Carvalho, conhecido como Zezinho e o diretor Mosquini foram avisados da irregularidade, “mas não tomaram providências”, enfatizou Nélio que espera resposta sobre o documento que protocolou na última semana no DER/Deosp.

Fonte: Rondônia Dinâmica.