Em Ariquemes,
pelo menos uma pessoa ou estabelecimento comercial é roubado
diariamente no município, de acordo com a polícia. As imagens do
circuito de monitoramento de um hotel mostram o momento em que um homem
chega de motocicleta, retira o capacete e entra no estabelecimento.
Armado, ele rouba joias e todo o dinheiro do caixa. Cenas que têm se
tornando cada vez mais frequente na principal cidade da região do Vale
do Jamari e que motivam discussão por parte do poder público a fim de
resolver a situação.
São
episódios como este que colocam Ariquemes como uma das cidades mais
violentas de Rondônia. Dados da polícia apontam que, somente este ano,
foram registrados 480 roubos, o que significa que não passa nenhum dia
sem que uma pessoa ou estabelecimento comercial seja alvo de criminosos.
Os furtos somaram 557, média de quase dois por dia. A quantidade de
assassinatos também assusta: quatro a cada mês.
Os
altos índices de criminalidade são atribuídos ao tráfico de drogas e ao
confronto entre quadrilhas. “A gente sabe que o tráfico de drogas é um
grande propulsor dessa rede de violência e através desse problema
social, que é tráfico, é que ocorrem os furtos e roubos, e nós temos uma
grande preocupação quanto a isso, afirma o promotor de justiça Elias
Chaquian
Os
números, considerados alarmantes, motivaram a realização de uma
audiência pública, que visa discutir ações que possam solucionar a
questão da violência na região. Entretanto, de acordo com a Polícia
Militar, não existe uma solução em curto prazo para o problema. “Mas
podemos dar rapidamente uma resposta para as ocorrências”, diz o
coordenador de policiamento regional, Pedro Bittencourt.
Para
o tenente coronel Enedy Dias, comandante do 7ª Batalhão da Polícia
Militar, é preciso levar delegacias, promotorias de justiça e o
judiciário para os municípios que compõem a região do Vale do Jamari. “A
estratégia que eu apresento é a descentralização institucional. Nós
precisamos ter não só a Polícia Militar em todos os municípios do Vale
do Jamari, mas todas as demais instituições, desde a Polícia Civil,
Ministério Publico e poder judiciário também”, concluí Enedy.
Fonte: G1
