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sábado, 23 de novembro de 2013

CÂMARA RECHAÇA ATITUDE DE ÓRGÃOS AMBIENTAIS, Veja

Raimundo Lopes (84 Anos)
Na semana passada a população de Guajará- Mirim acompanhou pelos programas do rádio e também pelos sites locais da Internet a notícia da abordagem, apreensão de carabina portátil usada para caça e defesa pessoal e intimação de dois sitiantes que residem em uma colocação localizada no Rio Pacaas Novos.


A operação, levada a cabo pela Polícia Ambiental, em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental do Estado (Sedam) realizou auto de flagrante no cidadão Raimundo Lopes, soldado da borracha, agricultor, morador do terreno em questão, e seu caseiro. Contra estes colonos pesaram acusações de cultivo ilegal de minifúndio e posse ilegal de recursos letais. Vítimas de um vexame sem tamanho, tratados como potenciais marginais e obrigados a se deslocar até a cidade, os sitiantes passaram a humilhação de ficarem inertes e sem saber o que acontecia até estarem diante do bureal da Polícia civil para prestarem ciência dos fatos.

Diante da revolta popular contra os abusos de poderes e maneiras sádicas de aplicar as leis, os vereadores de Guajará-Mirim agiram a altura. Na última sessão ordinária o que não ficou faltando no cardápio foram discursos inflamados. A cólera e a indignação de alguns edis chegavam a contagiar o público presente. “A Polícia é paga com o dinheiro da população para proteger e não para constranger.

A opressão contra estes pacatos cidadãos extrapolou os limites da ignorância. As cenas de humilhação que viveram é uma mácula que irão carregar pelo restante de suas vidas”, esbravejou um parlamentar.

Em seu programa de rádio, o vereador Jorge Câmara deu ênfase a celeuma e ressaltou que os organismos de repressão e fiscalização precisam ter mais sensatez sobre aquilo que é correto e aquilo que é injusto. “Por quê ao invés de perseguir estes cidadãos, o governo não lhes oferece garantias e condições para sua permanência nestes setores isolados em que habitam, sobrevivem e protegem?”, enfatizou o radialista e vereador.

No caso exposto, a Câmara tomou uma posição e se manteve do lado do povo. Os dois guardiões da floresta estavam apenas lavrando uma pequena porção do terreno em que residem para a plantação de macaxeira com o objetivo de fazerem economia de subsistência. Quanto a apreensão da carabina, é uma questão da cultura do povo que habita as florestas e beiradas de rios caçarem animais silvestres para o seu sustento.

O que se precisa é reformar os códigos ambientais pra lá de arcaicos fazendo projetos de evolução de tecnologia com projetos para a evolução destes povos. Poderia se começar fazendo um projeto para a caça responsável para sustento e fonte de alimentos de animais que não estejam em perigo de extinção ou quando as atividades de pesca e agricultura estejam insuficientes. Nos países do primeiro mundo a caça é uma atividade regulada há centenas de anos.

Ao se manifestar sobre esta situação, procurar respostas e exigir posturas junto aos “Manda-chuvas” e “Cacetes-grossos” de plantão, a Câmara Municipal apenas está cumprindo uma de suas obrigações por excelência, que é a de defender seus munícipes.

Autor: Fábio Marques
Foto: Guajaranoticias