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| Foto: Leile Ribeiro/G1 |
O prédio da Escola Estadual Durvalina Estilbem de Oliveira chama a atenção de quem passa pelo centro de Guajará-Mirim
(RO). A estrutura que foi construída em 1940 e é mantida até os dias
atuais com estilo barroco e aplicações de afrescos em cerâmica pintados à
mão.
Mais de 400 alunos do ensino fundamental estudam na escola atualmente. A
diretora Cecília de Oliveira Cavalcante conta que, com a participação
dos estudantes, a escola elaborou uma biografia sobre o local com
relatos de historiadores e moradores antigos da cidade. “Primeiro o
prédio abrigava o Clube Colombina, que tinha um cinema também. Com a
decadência do comércio da borracha, o espaço foi transformando em um
hotel chamado Guajará, o primeiro do município, onde ficavam hospedadas
as pessoas influentes”, explica a diretora.
Cecília conta que, com o fechamento do hotel, o prédio ficou abandonado
por um longo período, mas em 1983, o então governador Jorge Teixeira de
Oliveira, resolveu transformar o prédio em escola e os quartos do hotel
viraram salas de aula. O nome foi escolhido em homenagem a mãe dele,
que era professora.
“A escola foi inaugurada em 1984 quando eram oferecidos o ensino
fundamental e cursos de magistério. De 1988 a 1999, algumas salas de
aula foram cedidas para cursos da Universidade Federal de Rondônia
[Unir], onde se formaram muitos professores da nossa cidade, inclusive
eu”, relembra a diretora.
Cecília e a vice-diretora, Luciana dos Santos Ocampo, estudaram na
instituição de ensino e se orgulham disso. “É impressionante a qualidade
do material de construção da época, está tudo inteiro ainda. E eu fico
feliz de fazer parte de toda essa história, me sinto orgulhosa”, afirma
Luciana.
Um orgulho passado também para os alunos. “É maravilhoso estudar em uma
escola que faz parte da história do município, é um motivo a mais para
aprender História de Rondônia”, diz a estudante Flávia Soares Cajareco,
de 12 anos, que cursa o 6º ano do ensino fundamental na escola.
“Vamos fazer de tudo para manter a estrutura da escola por muitos e muitos anos, garante a diretora Cecília.
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| Foto: Leile Ribeiro/G1 |
Fonte: G1/RO

