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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Angevisa interdita refeitório de Igreja que abastecia alimentação do Hospital Regional

Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), que após visita técnica realizada nesta terça-feira (22), também interditou o refeitório da Igreja do Divino Espírito Santo, local que estava funcionando para a produção dos alimentos devido o acondicionamento dos alimentos até o transporte para o Hospital bem como uma estrutura adequada para produzir alimentos.


Devido à falta de condições de higiene e estrutura física, a cozinha do Hospital Regional de Guajará-Mirim foi interdita, a fim de solucionar a situação, enquanto tramita processo de liberação do recurso para que se possa reformar a cozinha, o refeitório da Igreja do Divino Espírito Santo foi ocupada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsau), que após treze dias de funcionamento recebeu a visita técnica da equipe da Agevisa que emitiu o Auto de Infração 1335, onde alegam que a área de preparos dos alimentos é imprópria, não oferece segurança na qualidade nutricional dos alimentos, oferecendo risco iminente de contaminação cruzada, os equipamentos, materiais, utensílios e a logística de transporte não estão de acordo com as legislações urgentes.

O laboratório do Hospital Regional também foi notificado por não oferecer estrutura física adequada às exigências. Também a Semsau tem quinze dias para adequar o funcionamento do serviço de radiologia (raio x), no documento os técnicos da Agevisa alegam que o Hospital funciona sem relatório radiométrico, sem contrato com serviço de dosimetria para técnicos e deverá adquirir aventais e luvas plumbíferos. O laboratório por não oferecer estrutura física adequada às exigências também foi notificado pela Agevisa. Ao total foram cinco notificações, problemas estes que deverão imediatamente ser solucionados.

A nutricionista responsável pela alimentação do Hospital Regional, Gigliane Oliveira, afirmou que na terça-feira os nove pacientes internados e seus acompanhamentos, bem como os profissionais do Hospital receberam o almoço, mas a partir da interdição está suspenso a produção e fornecimento dos alimentos.

A escala dos servidores também passa a ser alternada com intervalo para almoço, sem prejudicar o atendimento no Hospital, pois cada servidor deverá almoçar em casa e os pacientes deverão trazer o almoço de casa.

Ao jornal e site O Mamoré, a secretária Municipal de Saúde, Alexsandra Tanaka Tártaro, informou que minutos após a interdição encaminhou documento relatando a situação para o governador do Estado de Rondônia, Confúcio Moura, bem como para a Secretaria de Estado da Saúde, onde reivindica que o Governo possa arcar com R$ 660,00 diariamente com cada paciente que possa ser internado e atendido pelo Pró Saúde/Hospital Bom Pastor, enquanto parte do Hospital Regional passa pela reforma, inclusive a cozinha. Segundo informações da gerência de Enfermagem do Hospital Regional, no local há mensalmente uma média de 300 internações. A secretária aguarda a resposta do governador do Estado, que quando esteve recentemente no município foi questionado por vereadores, prefeito e secretária de Saúde que assumisse a clínica médica e cirúrgica do Hospital Regional, ficando para o município o Pronto Atendimento (pronto socorro) e onerando gastos ao Poder Público.

O prefeito municipal, Dúlcio Mendes encontra-se em Brasília e está em busca de audiência com o Ministro da Saúde e autoridades para que possam intermediar o caos que anos assola o Hospital Regional de Guajará-Mirim.

Fonte: Jornalomamore/Minerva