Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), que após visita
técnica realizada nesta terça-feira (22), também interditou o refeitório
da Igreja do Divino Espírito Santo,
local que estava funcionando para a produção dos alimentos devido o
acondicionamento dos alimentos até o transporte para o Hospital bem como
uma estrutura adequada para produzir alimentos.
Devido à falta de condições de higiene e estrutura física, a cozinha
do Hospital Regional de Guajará-Mirim foi interdita, a fim de solucionar
a situação, enquanto tramita processo de liberação
do recurso para que se possa reformar a cozinha, o refeitório da Igreja
do Divino Espírito Santo foi ocupada pela Secretaria Municipal de Saúde
(Semsau), que após treze dias de funcionamento recebeu a visita técnica
da equipe da Agevisa que emitiu o Auto de Infração 1335, onde alegam
que a área de preparos dos alimentos é imprópria, não oferece segurança
na qualidade nutricional dos alimentos, oferecendo risco iminente de
contaminação cruzada, os equipamentos, materiais, utensílios e a
logística de transporte não estão de acordo com as legislações urgentes.
O laboratório do Hospital
Regional também foi notificado por não oferecer estrutura física
adequada às exigências. Também a Semsau tem quinze dias para adequar o
funcionamento do serviço de radiologia (raio x), no documento os
técnicos da Agevisa alegam que o Hospital funciona sem relatório
radiométrico, sem contrato com serviço de dosimetria para técnicos e
deverá adquirir aventais e luvas plumbíferos. O laboratório por não
oferecer estrutura física adequada às exigências também foi notificado
pela Agevisa. Ao total foram cinco notificações, problemas estes que
deverão imediatamente ser solucionados.
A nutricionista responsável pela alimentação do Hospital Regional,
Gigliane Oliveira, afirmou que na terça-feira os nove pacientes
internados e seus acompanhamentos, bem como os profissionais do Hospital
receberam o almoço, mas a partir da interdição está suspenso a produção
e fornecimento dos alimentos.
A escala dos servidores também passa a ser alternada com intervalo
para almoço, sem prejudicar o atendimento no Hospital, pois cada
servidor deverá almoçar em casa e os pacientes deverão trazer o almoço de casa.
Ao jornal e site O Mamoré, a secretária Municipal de Saúde,
Alexsandra Tanaka Tártaro, informou que minutos após a interdição
encaminhou documento relatando a situação para o governador do Estado de
Rondônia, Confúcio Moura, bem como para a Secretaria de Estado da
Saúde, onde reivindica que o Governo possa arcar com R$ 660,00
diariamente com cada paciente que possa ser internado e atendido pelo
Pró Saúde/Hospital Bom Pastor, enquanto parte do Hospital Regional passa
pela reforma, inclusive a cozinha. Segundo informações da gerência de
Enfermagem do Hospital Regional, no local há mensalmente uma média de
300 internações. A secretária aguarda a resposta do governador do
Estado, que quando esteve recentemente no município foi questionado por
vereadores, prefeito e secretária de Saúde que assumisse a clínica
médica e cirúrgica do Hospital Regional, ficando para o município o
Pronto Atendimento (pronto socorro) e onerando gastos ao Poder Público.
O prefeito municipal, Dúlcio Mendes encontra-se em Brasília e está em
busca de audiência com o Ministro da Saúde e autoridades para que
possam intermediar o caos que anos assola o Hospital Regional de
Guajará-Mirim.
Fonte: Jornalomamore/Minerva
