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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

“VACA BRABA” ergue imagem do próprio busto em frente de casa

Uma das figuras mais folclóricas da cidade de Guajará-Mirim, que foi manchete pelo fato de ter mandado construir o próprio túmulo no Cemitério Santa Cruz, em Guajará-Mirim, ainda vivo, agora mandou erguer um busto todo em bronze com base em mármore e cujo valor total da obra chegou a mais de doze mil reais. O busto foi erguido em frente a sua residência,na Av. 08 de Dezembro nº  3645, no bairro 10 de Abril.


Essa figura a quem nos referimos é a de Apolônio da Silva, 86 anos, popularmente conhecido como Vaca Braba. Vaca nasceu em 25 de outubro de 1926, na cidade de Canguaretama, Estado do Rio Grande do Norte, de onde saiu em 1945 para morar em  Manaus. Logo em seguida seguiu para Porto Velho onde foi contratado como Guarda Territorial, cuja farda guarda até hoje, como relíquia. Afirma que veio para Guajará-Mirim em 1949 passando a trabalhar, como Guarda Territorial, com o saudoso Capitão Alípio, que era o Delegado de Polícia da época e de quem passou a ser fã desde então pelo seu estilo de trabalho, retidão e justiça.

Vaca Braba disse que nos anos 50 solicitou afastamento da Guarda Territorial e foi para os seringais da época para cortar seringa. Assim, trabalhou nos seringais dos saudosos seringalistas João Rivoredo e Omar Morhy, o seu Osmarzinho. Depois, retornou à Polícia onde trabalhou durante 32 anos e foi subdelegado da então Vila Nova (hoje, Nova Mamoré), Distrito de Iata e também Distrito de Surpresa. Hoje é aposentado como Agente de Polícia, além ser também Soldado da Borracha.

Devoto de Padre Cícero, Vaca Braba tem uma profunda admiração e respeito pela figura do saudoso Capitão Alípio. Por isso, já encomendou a construção de um busto do velho delegado que será colocado ao lado do seu, em frente a sua residência, no bairro 10 de Abril. E segundo Vaca, o busto do Capitão Alípio vai custar mais caro que o seu.

Apolônio da Silva, ou Vaca Braba, disse que tudo o que conseguiu na vida foi aqui em Guajará-Mirim. Em função disso, jamais deixou esta cidade e diz que aqui quer morrer e ser sepultado. Seu jazigo, aliás, foi está construído no Cemitério Santa Cruz.

Fronte:   Guajará Notícias/Aluizio da Silva