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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Norte e Nordeste recebem 84% dos médicos cubanos

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (21) que até o final do ano 4 mil médicos cubanos vão chegar ao Brasil. Ele devem trabalhar nas cidades que não atraírem profissionais inscritos individualmente no Mais Médicos. Deste total, 84% - 3360 médicos - ficarão nas regiões Norte e Nordeste.

Na próxima segunda-feira chegam 400 profissionais, que vão passar pelo mesmo processo de avaliação dos médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação do diploma inscritos na primeira etapa do programa.

Nem o Ministério da Saúde, nem a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) - que vai intermediar o acordo com o governo cubano -, sabem quanto esses profissionais receberão pelo trabalho. "O ministério passa o mesmo valor unitário e é a Opas que vai fazer a negociação com Cuba", disse o titular do Ministério da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que o acordo é entre a Opas e Cuba.

O ministro ressaltou que os médicos vão suprir a demanda de parte dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico na primeira edição do programa. As duas instituições informaram também que é o governo de Cuba que decide se os profissionais vão poder trazer sua família para o Brasil.

O ministro ressaltou que, assim como com os outros profissionais, a alimentação e moradia dos médicos são responsabilidade dos municípios que os receberão. No dia 4 de outubro, mais 2 mil médicos cubanos devem chegar ao Brasil para uma nova etapa.

Assim como os que se inscreveram individualmente, os médicos cubanos que chegam pelo acordo com a Opas não passarão pela Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior (Revalida). Eles terão registro provisório por três anos para atuar na atenção básica e com validade restrita ao local para onde forem designados.

Padilha ressaltou que todos os médicos que virão nesta primeira etapa já participaram de outras missões internacionais e têm especialização em medicina familiar e comunitária. Mais de 84% deles têm mais de 16 anos de experiência na medicina.

De acordo com Padilha, o acordo que o governo brasileiro tem com a Opas permite que a entidade faça parceria com outros países e outras organizações. O ministério vai investir R$ 511 milhões até fevereiro de 2014 com a vinda dos médicos cubanos.

Na primeira edição, o programa Mais Médicos selecionou 1.618 profissionais para atuar em 579 postos da rede pública em cidades do interior do País e em periferias de grandes centros urbanos.

Deste total, 1.096 médicos têm diploma brasileiro e 522 são formados no exterior. Os participantes do programa correspondem a 10,5% dos 15.460 profissionais necessários, segundo demanda apresentada pelas prefeituras.

O balanço foi divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.
Todos os médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação vão passar por três semanas de capacitação, com foco no funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e em língua portuguesa, antes de começarem a trabalhar. Durante o período de atuação terão o trabalho supervisionado por universidades.


Fonte: Portal Amazônia