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| Foto: Leile Ribeiro/G1 |
Dados do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar em Guajará-Mirim
(RO) apontam que no município existem, em média, 46 mil bicicletas, mas
nenhuma rua ou avenida da cidade é destinada ao tráfego de ciclistas.
Na década de 90, a Avenida Antônio Correia da Costa era intitulada de
“ciclovia”, mas não era regulamentada pela prefeitura. “A via era
ciclovia de fato, mas não de direito. Não existiam sinalizações e muito
menos regulamentação. Como a polícia iria multar um condutor de carro
que trafegava pela avenida, por exemplo, se o local não era
regulamentado? Aos poucos os carros começaram a trafegar por lá e não
tem como impedir”, afirma o coordenador Municipal de Trânsito e
Transportes, Jorge Marconi.
A avenida agora é rota de caminhões e carretas carregadas de
mercadorias, que vêm de outros estados por conta da Área de Livre
Comércio. Mas os ciclistas continuam trafegando pelo local. “Nós
dividimos espaço com carretas e caminhões nesta rua cheia de buracos. Às
vezes eu vou desviar de um buraco e quando vejo estou na frente de um
carro ou de um caminhão. Precisamos de um local adequado para andar com
as nossas bicicletas”, conta a dona de casa Josefina Araújo, que utiliza
a avenida todos os dias para ir trabalhar de bicicleta.
De janeiro a junho deste ano seis acidentes envolvendo ciclistas foram
registrados pelo pelotão da PM na Avenida Antônio Correia da Costa. Em
todo o município, nos cinco primeiros meses do ano, dos 125 acidentes de
trânsito, 25 envolveram ciclistas.
Marconi conta que a coordenadoria de trânsito não tem projetos para a
implantação de ciclovias ou ciclofaixas em Guajará-Mirim por conta dos
buracos existentes nas vias. “Como vamos instalar ciclofaixas se as ruas
estão cheias de buracos?”, questiona. Para o Pelotão de Trânsito, a
implantação de ciclovias e ciclofaixas é possível, basta planejamento do
poder público.
Fonte: G1
