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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Guajará-Mirim, RO, tem mais de 40 mil bicicletas e nenhuma ciclovia

Foto: Leile Ribeiro/G1
 Dados do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar em Guajará-Mirim (RO) apontam que no município existem, em média, 46 mil bicicletas, mas nenhuma rua ou avenida da cidade é destinada ao tráfego de ciclistas.

Na década de 90, a Avenida Antônio Correia da Costa era intitulada de “ciclovia”, mas não era regulamentada pela prefeitura. “A via era ciclovia de fato, mas não de direito. Não existiam sinalizações e muito menos regulamentação. Como a polícia iria multar um condutor de carro que trafegava pela avenida, por exemplo, se o local não era regulamentado? Aos poucos os carros começaram a trafegar por lá e não tem como impedir”, afirma o coordenador Municipal de Trânsito e Transportes, Jorge Marconi.

A avenida agora é rota de caminhões e carretas carregadas de mercadorias, que vêm de outros estados por conta da Área de Livre Comércio. Mas os ciclistas continuam trafegando pelo local. “Nós dividimos espaço com carretas e caminhões nesta rua cheia de buracos. Às vezes eu vou desviar de um buraco e quando vejo estou na frente de um carro ou de um caminhão. Precisamos de um local adequado para andar com as nossas bicicletas”, conta a dona de casa Josefina Araújo, que utiliza a avenida todos os dias para ir trabalhar de bicicleta.

De janeiro a junho deste ano seis acidentes envolvendo ciclistas foram registrados  pelo pelotão da PM na Avenida Antônio Correia da Costa. Em todo o município, nos cinco primeiros meses do ano, dos 125 acidentes de trânsito, 25 envolveram ciclistas.

Marconi conta que a coordenadoria de trânsito não tem projetos para a implantação de ciclovias ou ciclofaixas em Guajará-Mirim por conta dos buracos existentes nas vias. “Como vamos instalar ciclofaixas se as ruas estão cheias de buracos?”, questiona. Para o Pelotão de Trânsito, a implantação de ciclovias e ciclofaixas é possível, basta planejamento do poder público.

Fonte: G1