Um jacaré com mais de cinco metros tem assustado a população ribeirinha em Guajará-Mirim (RO).
A Polícia Militar Ambiental acredita que animal é a fêmea de um jacaré
Açu que atacou e matou uma criança em fevereiro de 2010. Na época, o
animal da mesma espécie foi abatido por um funcionário público.
“Geralmente o jacaré aparece durante a noite. Há mais ou menos uns 60
dias ele tentou me atacar aqui no barranco de casa, mas eu consegui
correr. A partir desse dia, evito sair durante a noite para pescar”,
conta o ribeirinho Luís Braga, que mora as margens do igarapé do
Segundo, próximo ao Rio Mamoré em Guajará-Mirim (RO). O jacaré Açu de
pelo menos cinco metros está assustando os ribeirinhos e também os
pescadores que costumam frequentar o local.
O pescador Guilherme Pinheiro confirma que já viu o animal no igarapé
Palheta, que também deságua no Rio Mamoré. “Tem uns trinta dias que eu
vi o jacaré aqui no Igarapé. Fico preocupado, muitas crianças tomam
banho aqui, inclusive meus netos e os coleguinhas deles, é muito
arriscado. Eu tenho é medo, a cabeça e a boca do bicho são bem
grandonas. Engole um fácil, fácil”, afirma.
A preocupação do pescador Guilherme é a mesma do comandante do Batalhão
da Polícia Militar de Guajará-Mirim, sargento Gilmar Nunes. Em
fevereiro de 2010 uma menina de 11 anos foi atacada e morta por um
jacaré Açu macho, com quase cinco metros de comprimento no mesmo
igarapé. Segundo ele, o jacaré atacou a garota e os dois desapareceram,
depois de quase oito horas, as equipes da polícia e do Corpo de
Bombeiros encontraram o animal, que teve que ser abatido para o resgate
do corpo da vítima. “Eu mesmo já vi esse jacaré rondando por aqui,
acredito que seja a fêmea do jacaré que matou a criança. Ele está no
habitat natural dele, mas queremos evitar uma fatalidade como a que
aconteceu em 2010. Muitos pescadores e banhistas, inclusive crianças,
frequentam esses igarapés e estão correndo um sério risco de serem
atacados”, esclarece o comandante.
De acordo com o comandante, a região é propícia para o aparecimento
desses animais, por conta da proximidade com o rio Mamoré e a presença
de presas como pacas e capivaras que servem de alimento.
“Vamos intensificar a fiscalização nessa região para orientar os
banhistas e evitar uma nova tragédia. Quem ver o animal deve entrar em
contato com o Batalhão da Polícia Militar Ambiental e nunca tentar
abater o jacaré, pois isso é crime ambiental e gera uma série de
penalidades”, orienta.
Fonte: G1
