O governador Confúcio
Moura revelou-se uma fraude, desde sua posse, pois a maioria das coisas
que ele assina não vale absolutamente nada. E essa trajetória de fraude
começou desde sua campanha, quando assinou acordo com os trabalhadores
da educação, garantindo que em seu governo a educação seria uma
prioridade.
Ao assumir o cargo, após muitas pressões dos servidores, ele enviou o
projeto de lei que criou o Plano de Cargos da Educação. Depois disso,
fez a maior festa, chamou a imprensa, disse que teria uma revolução na
educação e que teríamos a melhor educação do país... Tudo não passou de
um estelionato! A assinatura dada na sanção da Lei 680/12, e publicada
no Diário Oficial do Estado, em 07 de setembro do ano passado, dia da
independência, foi só para enganar os trabalhadores. Até hoje o Plano de
Cargos não está em vigor...
Antes disso, em 2011, Confúcio criou a Lei 2.659/11, que seria para
regulamentar a premiação de escolas, servidores e alunos pelas notas nas
avaliações do Ministério da Educação – MEC, ou do estado. Outra fraude!
Até hoje nenhuma escola, servidor ou aluno recebeu premiação nenhuma,
embora a propaganda tenha sido muito ampla na época.
Depois de tantas desilusões e depois de tantas amarguras, tentando
cobrar do governador do PMDB que cumprisse o que ele prometeu e assinou,
os trabalhadores da educação entraram em greve. Observe o leitor que os
trabalhadores querem apenas que Confúcio Moura cumpra com sua
assinatura, com sua honra, pois ele mesmo assinou. Se ele cumprisse
apenas o que ele assinou, com certeza, não teria greve. O problema é que
ele assinou compromissos com diversos setores... Não cumpriu com a
educação e não cumpriu com os demais. Por isso mesmo, trabalhadores de
diversos setores entraram em greve.
A forma de governar de Confúcio Moura é tão incoerente que ele
aumentou o salário de seus comissionados, aqueles que ele chamava de
malditos, em até 300%, segundo publicações divulgadas amplamente na
imprensa. Aos trabalhadores que fizeram concurso, ele oferece 6% de
aumento, parcelando em várias vezes. Muitos dos cargos ocupados por
comissionados deveriam ser ocupados por servidores de carreira, mas
Confúcio não cumpriu o artigo 37 da Constituição Federal, que manda
fazer concurso público. Quantos professores queriam ser “malditos”, na
concepção do governador do PMDB!!
Enquanto Confúcio Moura e Isabel Luz dilapidam a educação de
Rondônia, alguns magistrados dão aval. Ao decidir mandar os professores
do terceiro ano voltarem para as salas de aula, o Poder Judiciário de
Rondônia e do Brasil age contra todos os estudantes que fazem outras
séries... Por que os alunos de outras séries não precisam ter aula? Por
que a mesma justiça fecha os olhos para os direitos de outros milhares
de estudantes. Ao aludir à lei, para mandar voltar os professores do
terceiro ano, por que os magistrados não aludem à lei para fazer o
governo cumprir as leis assinadas por ele mesmo? Que isonomia é essa?
Claro que não precisamos condenar todos os magistrados! A maior parte
deles com certeza não concorda com os desmandos do governo. O
judiciário merece nossa confiança. Mas o fato de merecer confiança não
significa que temos a obrigação de aceitar passivamente e pacificamente
os absurdos cometidos por magistrados. Decidir dar privilégios apenas a
alguns alunos, em detrimento dos demais não pode acontecer num país que
prega a igualdade. São exatamente fatos dessa natureza que causam
indignação de milhares de brasileiros.
Para os magistrados que tomam decisões como esta certamente a vida
segue uma maravilha, pois, embora sejam pregadores da justiça e da
igualdade, duvido que os magistrados autores dessas decisões absurdas
tenham a coragem de matricular seus filhos nas escolas administradas por
Confúcio Moura, mesmo porque muitas delas até hoje não têm professores
de diversas disciplinas, não possuem quadra, não têm refeitório e nem
biblioteca... Isso nossos magistrados não sabem. Não sabem porque muitos
deles nunca visitaram uma escola, apenas aplicam, de dentro de seus
gabinetes de luxo, a frieza da lei contra quem trabalha em situações
desumanas nas escolas públicas de Rondônia.
Enquanto Confúcio e o Judiciário brincam de criar e aplicar leis,
milhares de crianças jovens e adultos são tradados com indiferença e
descaso nas escolas. Mas a indiferença e o descaso não partem dos
profissionais que trabalham arduamente todos os dias. A indiferença é
governamental... É a justiça fechando os olhos para a desigualdade...
Tenho dito!
FRANCISCO XAVIER GOMES
Professor da Rede Estadual
FRANCISCO XAVIER GOMES
Professor da Rede Estadual
