De janeiro até o dia 24 de junho, vinte e sete motocicletas foram
roubadas ou furtadas em Guajará-Mirim (RO). Os dados são da Polícia
Civil (PC), que aponta que a fronteira com Guayaramerim, na Bolívia,
facilita a ação dos bandidos, que na maioria das vezes, atravessam o
veículo para o país vizinho como moeda de troca por drogas, segundo a
polícia.
De acordo com o delegado regional, Milton Santana, falta fiscalização
nas margens do Rio Mamoré. “Temos quase 100 quilômetros de fronteira,
só aqui na região de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, e é quase impossível
coibir a ação desses bandidos. A Polícia Civil, por exemplo, não tem
sequer um barco, para realizar fiscalizações fluviais”, explica o
delegado.
Até esta segunda-feira (24), oito motos foram recuperadas, outras 19
continuam sem localização. “Em muitos casos a moto não é recuperada
antes de ser atravessada para a Bolívia, mas os autores dos furtos e roubos, na maioria das vezes, são presos”, comenta.
Quadrilha
Na última quinta-feira (20), três homens foram presos suspeitos de roubar pelo menos duas motocicletas. Segundo a polícia, os suspeitos foram detidos em uma casa no Bairro Tamandaré com cerca de quatrocentos gramas de pasta base de cocaína. Os suspeitos levaram a polícia até uma casa no Bairro Nossa Senhora de Fátima, onde uma metralhadora ponto 30 e munições, estavam enterradas.
Na última quinta-feira (20), três homens foram presos suspeitos de roubar pelo menos duas motocicletas. Segundo a polícia, os suspeitos foram detidos em uma casa no Bairro Tamandaré com cerca de quatrocentos gramas de pasta base de cocaína. Os suspeitos levaram a polícia até uma casa no Bairro Nossa Senhora de Fátima, onde uma metralhadora ponto 30 e munições, estavam enterradas.
O delegado explica que várias quadrilhas atuam no município. “Tem as
pessoas que efetuam os assaltos, geralmente armadas, outras fornecem as
armas. Há também os que escondem o veículo e outros elementos que são
responsáveis pela travessia. Em cada grupo, cada um tem uma função. Se a
gente prende um integrante é mais fácil chegar até os demais e é pra
isso que estamos trabalhando dia e noite”, finaliza Santana.
O autônomo Gilson Celestino dos Santos teve a moto roubada no dia 17
de maio no Bairro Serraria. O autônomo conta que foi surpreendido por
dois homens em uma moto. “Eles anunciaram o assalto e eu tentei acelerar
a moto, mas jogaram a moto em que estavam pra cima de mim, eu caí e
eles levaram a minha motocicleta. Dá uma sensação de impotência na hora,
a gente trabalha pra comprar as coisas e vem um ladrão e leva”, lamenta
a vítima.
Fonte: G1/RO